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Publicado em: 29/11/2007

Arritmia cardíaca: prevenção e tratamento

Quem nunca notou o coração disparar de uma hora para outra? Ou, então, sentiu a pulsação do sangue no pescoço e até na cabeça? Pois é, as palpitações são mais comuns do que se pensa.

Na verdade, segundo os especialistas, todo mundo, sem exceção, passou ou passará por essa experiência na vida, que tem o nome técnico de arritmia cardíaca... Mas, calma! Na maioria dos casos, o batimento do coração volta ao normal naturalmente. Isso, porém, não significa que as palpitações devam ser ignoradas. Pelo contrário, é importante reportá-las ao médico. Principalmente os homens acima dos 30 anos, que são mais propensos a apresentar a chamada arritmia cardíaca maligna - que afeta menos de 5% da população mundial, mas é uma das principais causas de morte na atualidade -, por questões hormonais, genéticas e alimentares.
 
"O coração humano normal apresenta de 50 a 90 batimentos por minutos (bpm), quando a pessoa está em repouso. Pulsações maiores (taquicardia) ou menores (bradicardia) do que estas caracterizam arritmia cardíaca", explica o cardiologista José Carlos Pachón, diretor do Serviço de Arritmia e Marcapasso do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. "Outro tipo de arritmia é o batimento cardíaco irregular", complementa o médico.
 
O exame para avaliar a saúde do coração é rápido, indolor, não-invasivo e pode ser feito em qualquer consultório: o eletrocardiograma. Ele registra em um papel o sinal elétrico presente em cada batimento cardíaco.
 
No entanto, o melhor tratamento para as arritmias cardíacas é ainda a prevenção. Em outras palavras, não fumar, evitar o excesso de álcool, ingerir café e refrigerantes com moderação, abolir as drogas estimulantes e tomar cuidado com o estresse, além de não abusar de sal, açúcar e gorduras, e praticar atividade física regularmente, pelo menos três vezes por semana. Mas, para quem já apresenta o problema, existem abordagens terapêuticas que têm se mostrado eficazes no tratamento desse distúrbio.
 
Opções para tratar

Os médicos costumam esperar que o organismo normalize os batimentos cardíacos naturalmente, o que acontece na maioria das vezes, principalmente em adultos jovens sem doença cardíaca, quando a disritmia não incomoda. Se o problema persistir, há três alternativas. A primeira delas seria os medicamentes antiarrítmicos, que costumam ser usados em casos de taquicardia. "Mas atenção: são remédios que têm efeitos colaterais importantes e podem até provocar uma arritmia se usados incorretamente", alerta Denise Pessariol Hachuel, coordenadora do Setor de Arritmia e Monitoramento do Hospital Albert Einstein.

Um outro tratamento é a chamada ablação por radiofreqüência. Um eletrodo, que é posicionado dentro do coração da pessoa, cura a taquicardia enviando sinais de rádio. "O interessante é que o indivíduo não precisa abrir o peito para a colocação do eletrodo. Ele é inserido por meio de uma microcirurgia, cujo acesso é pela perna", relata o médico José Carlos Pachón.
 
A última opção dos cardiologistas é o uso de um marcapasso, que é implantado sob a pele e, ao produzir estímulos elétricos cadenciados, recupera o ritmo do batimento do coração. Os aparelhos mais modernos pesam cerca de 20 gramas em média e têm validade de cinco a oito anos. A operação para colocação de um marcapasso dura, aproximadamente, duas horas e o paciente leva um corte de três centímetros no peito.
 
E o desfibrilador?
Bom, ele somente é usado se houver risco de morte súbita - como uma parada cardíaca. Em resumo, o aparelho (instalado no peito da pessoa) emite um choque para que o coração volte a bater de forma ritmada. Nesses casos, o problema geralmente é causado por uma anormalidade dos músculos cardíacos que não conseguem bombear adequadamente o sangue para o resto do corpo.
 
Causas Múltiplas
As causas mais comuns de uma arritmia cardíaca em pessoas saudáveis são estresse, nicotina, álcool, cafeína e estimulantes diversos, como energéticos, descongestionantes nasais, remédios para emagrecimento e, um dos mais perigosos, a cocaína. Portadores de doença da tireóide ou síndrome metabólica, que inclui obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia (colesterol ruim e triglicéride elevados), também fazem parte do chamado grupo de risco.Por fim, há as doenças cardíacas, como infarto e doença de Chagas.
 
A propósito, a arritmia cardíaca é uma das grandes inimigas dos atletas. "Se uma atividade esportiva for realizada por pessoas com graves problemas cardíacos e sem supervisão médica, ela vai oferecer mais riscos do que benefícios ao praticante", garante a cardiologista Denise Hachuel.

Fonte: Itodas
Edição: Clarissa Poty
29.11.2007


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